DISCOGRAFIA BEATLES
Nenhuma outra banda de rock foi mais importante do que os Beatles. O quarteto de Liverpool revolucionou a música, a moda e os costumes e causou um impacto imenso na cultura do século XX. E continuam a ser referência importante no século XXI. Tanto que os nomes dos quatro membros – John Lennon (vocais, guitarras, piano), Paul McCartney (vocais, baixo, piano e teclados), George Harrison (guitarras e vocais) e Ringo Starr (bateria, percussão e vocais) – estão cravados na história.
Os Beatles estrearam oficialmente no mercado fonográfico em outubro de 1962 com o lançamento do compacto Love me do/ P.S. I love you, que está (muito) longe de mostrar o melhor da banda, mas serviu para apresentar o quarteto de Liverpool ao restante da Inglaterra e até chegou à impressionante marca de 17º lugar das paradas de sucesso.
Please Please Me é impressionante, no contexto da época, foi muito inovador: uma banda jovem, cheia de energia, misturando um rock alto com muita melodia e vocais à três vozes, combinando o rock and roll americano dos anos 1950, com o Doo-woop e o R&B, mas com maior acento melódico e harmônico em tudo
Os Beatles estrearam oficialmente no mercado fonográfico em outubro de 1962 com o lançamento do compacto Love me do/ P.S. I love you, que está (muito) longe de mostrar o melhor da banda, mas serviu para apresentar o quarteto de Liverpool ao restante da Inglaterra e até chegou à impressionante marca de 17º lugar das paradas de sucesso.
1: PLEASE PLEASE ME – 1963
Please Please Me é impressionante, no contexto da época, foi muito inovador: uma banda jovem, cheia de energia, misturando um rock alto com muita melodia e vocais à três vozes, combinando o rock and roll americano dos anos 1950, com o Doo-woop e o R&B, mas com maior acento melódico e harmônico em tudo
2: WITH THE BEATLES – 1963
O primeiro álbum é um estouro, mas o segundo disco da banda é um dos melhores de seu catálogo. Começando pela belíssima capa, With the Beatles repete a fórmula do antecessor, combinando as peças autorais de Lennon & McCartney com bons covers. A diferença é que, desta vez, não é um “ao vivo” no estúdio, mas faixas trabalhadas em gravações, o que rende ótimas performances.
3: A HARD DAY’S NIGHT – 1964
A qualidade dos Beatles mostra-se crescente a cada disco. De verdade. A Hard Day’s Night é um passo adiante em todos os sentidos: é um disco melhor, é inteiramente autoral e é a trilha sonora do primeiro longa-metragem da banda.
4: BEATLES FOR SALE – 1964
A fama tem um preço. E os Beatles pagaram o preço mais alto de tudo. Eles próprios perceberam isso na época e Beatles For Sale é o retrato disso, mostrando o cansaço e cinismo da banda a tudo ao seu redor, começando pelo título de humor autocrítico: “Beatles à venda”. O álbum reflete o turbilhão que foi o ano de 1964: duas turnês nos EUA, a primeira turnê mundial da banda, um filme, um ano todo praticamente na estrada, com as horas vagas gastas em estúdios de gravação. A banda aparece cansada não apenas nas fotos da capa, mas também nas gravações. Mas no fim isso funciona, dando um ar mais melancólico e folk ao disco
5: HELP! – 1965
A trilha sonora do segundo filme dos Beatles é um álbum muito bom e traz alguns dos maiores clássicos e das canções mais famosas da banda. O álbum mantém o acento folk do anterior – novamente com John Lennon tocando violão na maioria das faixas – mas também o mescla com sonoridades mais variadas. Algumas letras também vão bem mais longe, com sentimentos mais profundos e carga melancólica.
6: RUBBER SOUL – 1965
Como se não bastasse todos os grandes álbuns que a banda lançara até então, com Rubber Soul os Beatles chegam a outro patamar. Isso mesmo! Rubber Soul exibe sofisticação e qualidade desde a bela capa (com efeito alongado) até o desfile de grandes canções e clássicos. Os arranjos vão ainda mais longe e as letras também vão se tornando cada vez mais sérias e profundas.
7: REVOLVER – 1966
A escalada de qualidade dos Beatles ainda não tinha chegado no ponto mais alto, mas dá outro grande passo em Revolver, o álbum favorito de muitos dos fãs do grupo. Se Rubber Soul pode ser considerado uma guinada a uma música de maior qualidade e profundidade, Revolver é uma acelerada funda neste quesito. É a reta depois da curva! Os Beatles investem fundo nos efeitos sonoros e nas experimentações, como a guitarra de trás para frente.
8: SGT. PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND – 1967
Em primeiro lugar, é preciso dizer: Sgt. Peppers é a obra mais importante dos Beatles. É o álbum mais significativo da história do rock e um dos discos mais importantes da música moderna. Isso significa dizer que é o melhor álbum dos Beatles? Não! Importância (histórica) e qualidade (estética) são coisas diferentes. Sgt. Peppers é um disco sensacional, um marco, um épico, mas o quarteto de Liverpool tem discos melhores (Abbey Road e Revolver, por exemplo). Contudo, Peppers é uma ruptura, é inovação do começo ao fim, é uma obra artística que causou um impacto desmedido no mundo na época de seu lançamento.
9: MAGICAL MYSTERY TOUR – 1967
Originalmente, Magical Mystery Tour era um EP (compacto duplo) com a trilha sonora do filme homônimo que os Beatles gravaram como um especial de natal para a TV britânica. Mas tendo em vista que era a época do Acid rock, longametragem é uma colagem de cenas desconectas, surrealismo, piração lisérgica e algumas bobagens. Não há sequer uma história por trás das cenas! A música é o que se salva.
10- THE BEATLES (THE WHITE ALBUM) – 1968
The White Album (nome pelo qual o disco com o nome da banda ficou famoso) é resultado direto do período na Índia, onde a banda compôs uma quantidade imensa de canções. Por isso, The Beatles é o único álbum-duplo da carreira do grupo, reunindo 30 canções.
11- YELLOW SUBMARINE – 1969
Este álbum é na verdade um embuste da EMI. Com o lançamento do desenho animado homônimo em 1968, a gravadora pressionou a banda para lançar um disco com a trilha sonora. Mas os Beatles não queriam, já que quase todas as canções foram retiradas dos discos anteriores da banda. Então, a EMI encontrou um jeito de fazê-lo: lançou Yellow Submarine, o disco, com uma bela capa, mas apenas seis canções dos Beatles (o Lado A do LP) e o restante formado por peças orquestrais criadas e conduzidas pelo produtor George Martin.
12- ABBEY ROAD – 1969
Na opinião do HQRock, Abbey Road é o melhor álbum dos Beatles. Também é o último gravado pela banda, a última vez que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr se reuniram em um disco. Gravado totalmente em 8 canais, o álbum mostra a banda em uma execução fantástica, com bons arranjos e todos dando o máximo de si em seus instrumentos.
13- LET IT BE – 1970
Apesar de ter sido o último álbum lançado pelos Beatles, na verdade, ele foi gravado antes de Abbey Road (em janeiro de 1969) e consistiu apenas de ensaios da banda para um concerto que nunca ocorreu.
14- PAST MASTERS, VOL 1 & 2
Quando a discografia dos Beatles foi oficialmente lançada em CDs em 1987, a EMI produziu estes dois discos reunindo todas as canções da banda que não estão nos álbuns oficiais.
15- THE BEATLES AT THE HOLLYWOOD BOWL (1964-1965) – 1977
A maior lacuna na carreira oficial dos Beatles era a ausência de um álbum ao vivo. O maior obstáculo, desde sempre, era o barulho infernal do público durante os concertos. Mas quando a EMI descobriu que a gravadora Pollydor iria lançar um álbum ao vivo dos Beatles (gravado na Alemanha em 1962), apressou-se em lançar um material para poder concorrer.
16- LIVE AT THE STAR CLUB (1962) – 1977
A onda de discos inéditos dos Beatles ia resultar nisso em algum momento: um álbum apócrifo. Este registro ao vivo foi lançado sem a autorização da banda, o que motivou um processo, do qual foram vencedores. O empresário Ted “Kingsize” Taylor foi um dos responsáveis pelas últimas turnês dos Beatles por Hamburgo, em 1962, e teve a sorte de registrar a banda tocando ao vivo em algumas ocasiões no Star Club. De posse dessas fitas, conseguiu montar esse álbum duplo mostrando os Beatles exatamente no momento anterior à fama, prestes a estourarem na Inglaterra e Europa.
17- LIVE AT BBC – 1994
Isso mesmo, os Beatles ficaram mais de vinte anos sem que material novo fosse lançado. Parte disso se deveu aos problemas com o emaranhado da gravadora Apple Records e as companhias individuais de cada membro, a EMI, a Capitol, e ainda a Apple Computers. Somente no fim dos anos 1990 um acordo foi possível, e logo, a Apple foi atrás de o que lançar de material inédito da banda. A primeira fornada foi esta: gravações dos Beatles tocando ao vivo nos estúdios e teatros da Rádio BBC.
18- THE BEATLES ANTHOLOGY, VOL. I – 1995
The Anthology foi um imenso projeto multimídia que consistia em um documentário autobiográfico da banda (10 horas de programa!), primeiramente exibido na TV e, depois, lançado em vídeo doméstico; um livro coletando todas as falas; e uma série de discos.
19- THE BEATLES ANTHOLOGY, VOL. II – 1996
O Volume II dá prosseguimento à saga sonora dos bastidores dos Beatles, exibindo principalmente out-takes de canções conhecidas. Aqui, o mais interessante é perceber a evolução das canções enquanto são gravadas e versões diferentes das finais.
20- THE BEATLES ANTHOLOGY, VOL. III – 1997
O Volume III traz mais 150 minutos de sobras de estúdios da banda e, honestamente, o processo começa a cansar o ouvinte.
21- LET IT BE… NAKED – 2003
Poucas coisas foram mais mitificadas na carreira dos Beatles do que as sessões de Get Back/ Let it Be, que renderam dezenas de horas de material inédito jamais lançado. Por isso, quando se anunciou este álbum, os olhos dos fãs brilharam. Mas o resultado foi um dos mais frustrantes possíveis: Naked traz simplesmente uma releitura do álbum Let it Be sem a produção de Phil Spector.
22- LOVE – 2006
Quando o Cirque du Solei resolveu produzir um espetáculo sobre os Beatles, a Apple achou que era uma boa produzir uma trilha sonora específica. Assim, nasceu a ousada ideia do produtor George Martin e seu filho, Giles Martin, remixarem as canções originais em novas versões. São as grandes canções mexidas na mesa de mixagem, adicionando instrumentos ou tirando-os, combinando trechos de faixas diferentes e coisas do tipo.
23- ON AIR – LIVE AT BBC, VOL. II – 2014
Um pouco de mais do mesmo, uma nova fornada de gravações realizadas na rádio BBC ganha as lojas. O impacto é quase nulo, tendo em vista que se repetem as canções do vol. I em outras versões.
24: EIGHT DAYS A WEEK (The Soundtrack of the Motion Picture) – 2016
Lançado para promover o documentário Eight Days a Week, dirigido por Ron Howard (de O Código Da Vinci), este álbum nada mais é do que o velho Live At Hollywood Bowl, porém, totalmente remasterizado.
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